quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Espelho

No espelho,
A me olhar,
Vejo no fundo de meus olhos tua imagem resplandecente,
Tal qual um anjo celeste.

Venha anjo
Decepe a dor que assola minha alma,
Faz de mim puro,
Torne-me luz.

No espelho,
A fitar meu sorriso,
Vejo um riso frio e amargo,
E no amargo dos meus lábios encontro seu amor,
Que me preenche,
E já não mais sou vago.

No espelho,
Reflete minha dor,
Que outr'ora não existia.

Dor que parte e reparte a alma dos mais fortes,
Então,
Sobre meus ombros baixos,
Vejo tua mão,
Que me toca e traz paz.

Oh anjo,
Que nome tem?
Diga-me ao menos onde encontrá-lo,
Além de meus olhos,
Belo anjo, Permita-me estar ao seu lado.

No espelho,
Quando tudo parece não mais existir,
Vejo refletida a minha imagem,
E nela te vejo, anjo.

Está comigo e nunca me abandonará,

Então sou forte,

E te olho no espelho.

Sem ti

Não tê-la é como estar morto,
É como ser poesia sem ispiração,
É como ser músico sem canção.

Não tê-la é como vagar ao luar,
Vazio,
Frio,
É como nascer e morrer,
É breve,
É triste.

Não tê-la é ver a vida passar diante dos olhos sem vivê-la,
É o amargo da despedida,
É a tragédia de uma triste e solitária vida.

Não tê-la é querer buscá-la,
Em cada beijo,
Em cada melodia,
É não dormir e ver amanhecer o dia.

É penoso não tê-la,
É como ser anjo sem asas,
Santo sem manto,
Assassino sem arma.

Não tê-la é simplesmente adoecer,
E chorar,
É o sentimento da derrota,
É a porta bater com o vento,
É o lamento.

É o nada querer,
O nada sentir,
O nunca sorrir.

Simplesmente é olhar,
À procurar,
Sem nunca encontrar.

Dúvida

Serenos olhos que sereno me tornam,
Suave voz que suavemente chama por mim,
Doces lábios que tocam os meus e me fazem sorrir.

Quem és tú?

Leves mãos que de leve me acariciam,
Belo corpo que de beleza enche meus olhos,
Perfeito ser que de perfeição alimenta minh'alma.

Como se chama?

Alma pura que de pureza clareia minha mente,
Ser de luz,
Bela imagem,

Seja minha e permita que sejas teu,
Mas,
Diga-me:

Realmente me ama?